As discussões em torno do desenvolvimento do Porto de Cabedelo precisam ser cuidadosas para se ter uma ideia da amplitude, da complexidade e da estratégia logística que irão definir várias obras de infra-estrutura por parte de poderes municipais, estaduais e federais dentro da Paraíba.
O governador Ricardo Coutinho é o primeiro líder estatal paraibano a ter o cuidado sobre os aspectos conceituais e práticos que devem ser considerados para integrar os modais marítimo, ferroviário e rodoviário, buscando, nas bases da sociedade econômica, sugestões para formatar um plano diretor da logística e infra-estrutura para a Paraíba.
Ainda nos primeiros dias de Governo, foi realizada a “1ª CONFERÊNCIA ESTADUAL SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL – A Paraíba no Século XXI”, quando segmentos do mercado foram convidados para dar suas opiniões. Naquele evento, 52 profissionais de distintos setores públicos e privados, como Coteminas, Infraero, DNIT, distribuidores, gestores logísticos, integraram a Câmara de Infra-estrutura e Logística. O grupo definiu e selecionou 44 ações para serem avaliadas, as quais foram apresentadas no encerramento do evento.
As sugestões irão exigir extremos investimentos advindos de municípios, do Estado e da própria União Federal. Serão tempos de construção e reconstrução, formando e reformando ruas, estradas, pontes, portos e aeroportos. As ações exigem um novo pensamento da classe política paraibana, em que haverá de se ter continuidade. Independente de situação ou oposição. Deste ou de outro governo. Exigirá a quebra e o nascimento de novos paradigmas comportamentais na gestão e no inter-relacionamento político partidário.
O Estado da Paraíba não poderá mais ser vítima de intrigas que apenas prejudicam o desenvolvimento econômico e, consequentemente, o seu povo. Precisamos de um novo sentimento. Precisaremos de uma nova equação: ( - orgulho - retórica + prática + ação) = futuro promissor. O desafios da logística e da infra-estrutura poderão ser menores que os paradigmas políticos existentes atualmente na história recente do nosso Estado.
A pergunta é: qual será nosso parâmetro de crescimento? Qual será a nossa meta? Onde estamos e onde queremos chegar?
Esses questionamentos não passam apenas pela renovação dos aspectos logísticos e estruturais, fisicamente falando. Uma nova Paraíba deve ser pensada intelectualmente. Neste Governo, Ricardo Coutinho tem definido um conceito que precisa ser reconhecido e apoiado. Trata-se do desenvolvimento da mão-de-obra com capacitação técnica para dar sustentabilidade ao futuro que se aproxima. Ricardo entende que não adianta ter apenas novos empreendimentos, mas precisamos de melhores empreendedores e melhores trabalhadores com uma base educacional sólida.
No próximo texto, pretendo descrever as obras que podem agregar valor ao desenvolvimento logístico do Estado, elevando e ampliando a voz e vez de todos que participaram da Conferência Estadual Sobre Desenvolvimento Sustentável.
*Wilbur H. Jácome é jornalista, mestre em marketing, especialista em vendas, professor universitário e atual Presidente da Companhia Docas da Paraíba.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
DESAFIOS LOGÍSTICOS DO PORTO (Parte III) – o desenvolvimento sustentável e novo pensamento político.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
0 comentários:
Postar um comentário