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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Gestão Portuária: brasileiros vão se capacitar na Bélgica

O Porto de Antuérpia, localizado 45km de Bruxelas, capital da Bélgica, movimentou nos primeiros seis meses do ano mais de 96 milhões de toneladas, incrementando em 10% seu resultado em relação a 2010. Essa operação coloca o porto belga entre os 5 maiores do mundo. Foi para este cenário que a Secretaria de Portos do Governo Federal brasileiro enviou 11 gestores para um dos mais respeitados seminários de gestão portuária internacional. O curso acontece entre os dias 26 de setembro e 8 de outubro.

Entre os participantes do Brasil estão profissionais de portos de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Maranhão e Paraíba. A Cia Docas da Paraíba veio representada pelo seu presidente Wilbur Holmes Jácome. "O Porto de Cabedelo teve o previlégio de ser convidado Sr. Leônidas Cristino,ministro dos portos", agradece o gestor paraibano.

De acordo com Wilbur Holmes Jácome, o seminário dá uma visão geral sobre a movimentação do porto belga. "Estamos tendo acesso às regras de organização da operação do terminal de navios de Antuérpia. Em seguida, vamos ao porto conferir a prática, embora muitos aspectos culturais de gestão sejam impactantes em nossa história portuária brasileira. Espero ter boas interpretações, para aplicar aos paradgmas do Brasil", comenta com cautela.

Entre os principais assuntos destacados no seminário em Antuérpia pelo presidente da Companhia Docas estão: os aspectos comerciais e os custos logísticos da operação portuária; princípios da manutenção da dragagem; aspectos ecológicos da operação portuária; gerenciamento financeiro do porto; conexões de intermodalidade logística na operação portuária; os aspectos de segurança do porto; a importância do planejamento estratégico da construção e expansão portuária.

Indagado sobre a extrema diferença entre o Porto de Cabedelo e o porto europeu, Wilbur Jácome comentou que o mais importante são os novos parâmetros de crescimento, desenvolvimento e sustentabilidade que a Paraíba precisa ter. "Cabedelo movimenta apenas 1% do que Antuérpia opera, mas precisamos entender os mecanismos de gestão, controle de processo e os aspectos comerciais e sustentáveis da Europa. Não podemos achar que Pernambuco e Rio Grande do Norte serão nossos modelos de crescimento. Temos que abrir a visão da Paraíba para o mundo em todos os sentidos", avaliou.

O presidente da Docas ainda traçou um paralelo entre a Paraíba e a Bélgica. "Em termos de extensão territorial a Bélgica tem 32.545 km². A Paraíba tem 56.439 km², no entanto mesmo os belgas tendo uma população três vezes maior, o PIB é 10 vezes maior (cerca de 260 bilhões de Euros). Acredito muito no potencial da Paraíba, suas terras produtivas, a localização, os aspectos sociais e culturais do seu povo. Tenho certeza se tivermos um processos de gestão pública consistentes, podemos vislumbrar um futuro mais promissor.

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