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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

2010 - O ano que não terminou

Por Allysson Teotonio*

Eclosão social, caos, crise, pânico, ódio e revolta são algumas palavras que invadem diariamente as redes sociais da internet, os jornais e os programas de rádio e TV na Paraíba. Fala-se com tanta veemência e repete-se tanto o discurso que, se você não tiver senso crítico, acaba acreditando que esse clima de terror existe mesmo no nosso Estado.

A artilharia é pesada, é diária, é orquestrada, nasce a cada segundo, a cada palavra, a cada byte. E, por trás disso tudo, o que existe realmente é um jogo cruel com fins políticos e eleitoreiros, que finge não ver as coisas boas e só realça os temas polêmicos. Por trás disso tudo, o que existe mesmo é uma tentativa de desestabilização do Estado democrático de direito, promovida por gente que não poupa sentimentos, perspectivas e vontades populares.

Por trás da teoria do caos, que você não vê nas ruas em cidade nenhuma da Paraíba, até porque ele não existe, há um complô de poucos, uma corrente de amigos, um trem da alegria que virou tristeza e que perdeu o bonde da história, um grupo unido, coeso e focado na disputa eleitoral de 2012 e 2014.

Que a Paraíba tem problemas, isso não se pode negar. Problemas seculares, inclusive, que alguns querem que sejam resolvidos da noite para o dia. Alguns problemas, vale salientar, não resolvidos ou negligenciados por esse mesmo grupo que hoje tenta ser a palmatória do mundo, o dono da verdade, o caçador da mentira, que se diz santo e salvador da pátria.

Que a Paraíba tem problemas, todo mundo já sabe. Mas a grande maioria desse todo, que não vive o mundo cenográfico da política, também sabe que não existe eclosão social, não existe caos, não existe crise, não existe ódio e não existe revolta generalizados. Essa grande maioria sabe que existe uma parcela insatisfeita porque teve interesses contrariados. O que existe é um pequeno grupo que tenta incitar a população e os funcionários públicos, que não poupa nem os mortos na hora de defender seus vivos interesses.

A verdade, caro amigo, é uma só. Estamos vivendo ainda o ano de 2010, aquele que teria um final feliz para os atuais autores da teoria do caos e que acabou se transformando em um grande pesadelo, não para todos os paraibanos, mas para eles mesmos, criadores da eclosão social, do caos, da crise, do pânico, do ódio e da revolta. Eles não tem ideologia, são rebeldes de uma só causa: a deles.

O que estamos assistindo na Paraíba, nobre leitor, é a ditadura de poucos, que tenta se sobrepor à vontade de muitos, para voltar àquele tempo em que esses poucos se achavam senhores do nosso destino. Mas a Paraíba mudou. Com dificuldades a vencer, é verdade. Mas com legitimidade e respaldo popular. Por isso, não custa nada lembrar aos poucos: o que não vem do povo, da maioria, do desejo coletivo, não é democracia. É golpe.

Minha referência

Para quem ainda não conhece, sugiro a leitura do livro “1968 – O ano que não terminou”, de Zuenir Ventura, que inspirou o título do meu texto. O livro narra os acontecimentos políticos e culturais que marcaram aquele ano, um divisor de tempo que mudou a história do Brasil.

* Visite o blog: www.allyssonteotonio.com.br - jornalista e publicitário diretor da Faz Comunicação

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Lei da Ficha Limpa

Os ministros do Supremo Tribunal Federal decidiram por 7 votos contra quatro pela constitucionalidade da lei. Uma votação apertada para um tema tão óbvio e que representa os desejos da nação brasileira.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Influências Perigosas

Para onde a sociedade brasileira está indo? Hoje, vim compartilhar esse questionamento, pois estou realmente incomodado com uma conjuntura caótica de influências desconexas que, a cada dia, deixa o país mais tolerante, sem caráter e promíscuo. Estamos sendo bombardeados por vários tipos de influências culturais que estão deturpando nossos valores.

BEBER, CAIR E LEVANTAR... - Primeiro aspecto que gostaria de ressaltar é sobre as letras de forró. Uma das melhores influências culturais que poderíamos ter em nossa região está repleta de rimas toscas. A mediocridade das autorias só desvalorizam a mulher, enaltecem o alcoolismo, evidenciam a sexualidade, em que a moda é ser promíscuo. Paulatina e discretamente, existe uma motivação à poligamia, em que o foco é, cada vez mais, consumir mulheres. Será que isso valoriza as verdadeiras razões para se construir relacionamentos?

CULTURALMENTE EQUIVOCADA – embora exista a máxima que diz “a arte imita a vida...” os realities shows e as novelas brasileiras têm insistentemente valorizado o sexo de maneira extrema. Não se sabe o limite entre o que é para menores ou maiores assistirem. Nossos filhos estão mais expostos e inocentemente sendo introduzidos em um mundo desnecessário. Não sou contra o homossexualismo, mas também não faço apologia. Assim, como não saio na rua dizendo ou gritando que sou hétero. Será que as novelas precisam exibir cenas que valorizem tais comportamentos? Do outro lado, a vulgaridade toma conta do BBB. Afinal, o que ancora a audiência são as festinhas decoradas pela libido e insensatez de um grupo que tenta transar e se extinguir entre si mesmos. Que tipo de conseqüência essa mídia pode nos trazer? Já não basta os comerciais de cerveja?

JORNALISMO BARATO – enquanto o corpo é vulgarizado nas televisões da vida, um tipo de jornalismo apelativo entra no ar em vários horários do dia. Seja através do rádio, jornal ou da própria TV. Cada dia, vemos um jornalismo que valoriza a violência denunciando “ladrões de galinha”, mostrando cenas em celas de prisão, assassinatos, entre outras desgraças. Em alguns programas, o uso de linguagem chula é a tônica para atrair a atenção e comunicação com os mais baixos níveis culturais da audiência. No entanto, isso tem um reflexo triste: nivela por baixo a comunicação e cria um péssimo hábito de consumo midiático. É assim que vamos construir uma sociedade mais culta?

EXCLUSÃO SOCIAL – um dos maiores paradoxos que estamos vivendo é a ilusão de acesso a consumo em nosso país. Embora se tenha a oportunidade de comprar um carro ou uma casa, isso não quer dizer que o “ex-pobre” esteja incluído socialmente. O fato de ter uma TV nova na sala, não significa que nossa sociedade tenha acesso à saúde, educação, segurança. Essa tríade está totalmente esfacelada no Brasil. Pessoas, morrem nos corredores dos hospitais públicos. Pessoas morrem por assalto. Pessoas morrem por ignorância. Esse é o país do futuro?

Esse coquetel de mídia através da música, televisão, rádio, jornal, internet...cria um turbilhão de influências que não temos a capacidade de mensurar as reais conseqüências. É bom pararmos para pensar um pouco. Ou se preferir, parar tudo isso um pouco para pensar. Como dizia Renato Russo: “que país é esse?”

Enquanto uns vão ao Canadá...o CRACK ENTRA EM NOSSA CASA... - PROBLEMA SOCIAL

A revista Veja traz uma matéria assustadora sobre Crack. "Há dez anos, 200.000 brasileiros haviam tido contato com o crack. Em uma década, esse número saltou para 800.000" , disse um psiquiatra de Unifesp. Enquanto isso, a opinião nacional está focada em comentar sobre uma anônima que viajou e uma cena de sexo num programa televisivo sem futuro. Será que a gente não poderia mobilizar a rede num sentido mais coerente com as nossas realidades?

"Think Different"

‎"The people who are crazy enough to think they can change the world are the ones who do" - Apple´s commercial, 1997 - Uma frase boa para motivar as mudanças e instigar inovações.